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DIA MUNDIAL DO CORAÇÃO - Cuide de quem bate sem parar por você

19/09/2020 DIA MUNDIAL DO CORAÇÃO - Cuide de quem bate sem parar por você

DIA MUNDIAL DO CORAÇÃO

Por: Dr. Eduardo Morais de Castro, MSc, CRM 34576 - RQE 19116 - Médico Patologista do Laboratório Citolab


No dia 29 de setembro, comemora-se o Dia Mundial do Coração.

A data foi criada pela Federação Mundial do Coração (World Heart Federation - WHF), com o objetivo de promover medidas preventivas e conscientizar a população sobre a importância de se manter hábitos de vida saudáveis para proteger o coração.

 

Dados da OMS revelam que as doenças cardiovasculares são a maior causa de mortalidade em todo o mundo. O infarto agudo do miocárdio é uma das principais doenças nesse grupo.

 

Porém, o que nem todos sabem é que o coração pode ser acometido por diversas outras doenças, incluindo neoplasias, infecções e doenças autoimunes.

 

As neoplasias primárias que acometem o coração são raras e, na vasta maioria das vezes, benignas.

As principais são o fibroelastoma e o mixoma. Apesar de benignos, esses tumores podem causar obstrução, afetar a função das valvas ou causar arritmias. Além disso, podem se desprender e embolizar, isto é, impactar em outro local através da corrente sanguínea.

As neoplasias malignas são ainda mais raras, sendo o sarcoma indiferenciado e o angiossarcoma alguns exemplos.

Além das neoplasias primárias, existem ainda os tumores metastáticos, oriundos principalmente da mama, pulmão e pele (melanoma).

As metástases podem comprometer o próprio coração ou o pericárdio (membrana sacular que envolve o coração), causando sintomas de pericardite ou derrame pericárdico.

O pericárdio também pode ser comprometido por processos inflamatórios autoimunes, como o lúpus eritematoso sistêmico e a febre reumática, ou por processos infecciosos, como a tuberculose, bastante comum no Brasil.

O músculo cardíaco também pode ser alvo de infecções, as miocardites, cuja principal etiologia são os vírus.

Muitas doenças cardíacas evoluem para uma falência do órgão, situação na qual muitas vezes o transplante cardíaco é a única solução para o problema. Porém, manejar um coração transplantado também não é fácil.

Para evitar quadros de rejeição, os pacientes precisam de esquemas imunossupressores. Essas medicações apresentam efeitos colaterais, como toxicidade sobre o próprio coração ou quadros de infecções oportunistas, além de nem sempre evitarem os episódios de rejeição.

 

E é aí que o patologista entra em ação. Muitas dessas condições apresentam-se nos exames de imagem ou ecocardiograma, porém só são confirmadas por meio de biópsia endomiocárdica ou biópsia/punção pericárdica.

A avaliação pode se restringir ao uso do microscópio óptico, com colorações básicas como o HE (hematoxilina e eosina), no caso das biópsias ou Papanicolaou, no caso da avaliação citológica das punções do pericárdio.

Por vezes, a imunoistoquímica é de grande valor, como acontece no diagnóstico de metástases no coração. Nesses casos, ela auxilia na detecção do sítio primário (local de onde aquela neoplasia é originária).

Outra situação em que ela é utilizada é nos transplantes cardíacos. As rejeições podem ser mediadas por células T ou por anticorpos. No caso da segunda via, a pesquisa do C4d, pela imunoistoquímica, faz parte do diagnóstico.

O coração é um órgão de extrema importância e várias condições podem afetá-lo. Com medidas simples, você pode garantir a sua saúde e vitalidade.

 

  • Evite o tabagismo
  • Combata a obesidade
  • Pratique atividades físicas regulares
  • Mantenha uma dieta balanceada
  • Não exagere no uso de sal
  • Faça o rastreio ou controle doenças como a hipertensão arterial e o diabetes
  • Visite o seu médico periodicamente e conte com o Citolab para auxiliá-lo no seu diagnóstico.

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