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JULHO VERDE - Conscientização do Câncer de cabeça e pescoço

03/07/2020 JULHO VERDE -  Conscientização do Câncer de cabeça e pescoço

JULHO VERDE - Conscientização e prevenção do Câncer de cabeça e pescoço

Por: Dra. Juliana Elizabeth Jung, PhD - CRM 19955 - Médica Dermatopatologista do Citolab Laboratório, autora do livro: Roteiro Ilustrado de Dermatopatologia - Editora DiLivros 


A campanha Julho Verde promove a conscientização e chama a atenção para a prevenção e o tratamento de tumores de cabeça e pescoço. O dia mundial de conscientização e combate a esses tipos de cânceres é celebrado no dia 27 deste mês.

Os tumores de cabeça e pescoço são o terceiro em incidência entre os homens brasileiros e devem representar 7,9% dos novos casos estimados pelo Instituto Nacional de Câncer (INCA) neste ano de 2020. Ainda segundo o Inca, o Brasil registra cerca de 41 mil novos casos de câncer de cabeça e pescoço a cada ano.

Os tumores de cabeça e pescoço são uma denominação genérica do câncer que se localiza em regiões como boca, língua, palato mole e duro, gengivas, bochechas, amígdalas, faringe, laringe (onde é formada a voz), esôfago, tireoide e seios paranasais.

Dentre as principais localizações, nas mulheres o câncer de tireoide deve registrar 12 mil novos casos. Entre os homens, serão 11 mil novos casos de câncer de boca e aproximadamente 6,5 mil novos casos de tumores na laringe.

Além disso, esse tipo de tumor acomete a pele da face e do pescoço, a faringe as glândulas salivares, os seios paranasais e outras localizações, em que a repercussão no paciente é extremamente importante.

Os fatores de risco principais para estes tumores são: o tabaco (incluindo o uso de cigarro comum, cigarro eletrônico e narguilé) e o consumo de bebidas alcoólicas. Outro fator que merece atenção especial é a infecção pelo HPV (papilomavírus humano), que tem contribuído para o aumento na incidência do câncer de cavidade oral em jovens nos últimos anos.

Esta é uma tendência mundial, também é identificada no Brasil, que pode ser revertida com o estímulo à vacinação e ao uso de preservativos. Na abordagem dos tumores de cabeça e pescoço é importante mencionar o câncer de pele melanoma e não melanoma.

A exposição indevida ao sol, especialmente na infância e adolescência, é o principal fator de risco para esses tumores. O câncer de pele acomete a região da cabeça e pescoço e pode surgir nos lábios, nariz, na parte inferior da pálpebra e no couro cabeludo.

O tratamento para câncer de cabeça e pescoço é multidisciplinar e envolve diversos profissionais de Saúde. As opções dependem da localização do tumor primário, idade do paciente, presença de comorbidades e incluem intervenções cirúrgicas, sessões de radioterapia e quimioterapia, além da utilização de medicamentos imunoterápicos em alguns casos.

Na maior parte das situações, a doença gera sequelas físicas, estéticas, psicológicas e funcionais irreversíveis, que prejudicam a qualidade de vida do paciente.

Na região da cabeça e pescoço os sítios anatômicos são muito próximos uns dos outros e quando o tumor é diagnosticado em um nível avançado (que é o que mais acontece com os pacientes no Brasil), ele está maior e acomete as estruturas adjacentes, exigindo um tratamento mais mutilador e deixando sequelas anatomofuncionais graves para sempre.

O tratamento altera a estética facial, com a deglutição e alimentação, com a fala e a voz. Daí a importância do diagnóstico precoce, para preservar esses órgãos e propor tratamentos mais adequados.

É importante estar atento aos sinais e sintomas que persistam por mais de duas semanas, como lesões na boca que não cicatrizam, caroços (gânglios) na região do pescoço, rouquidão, dificuldade de engolir ou dor de garganta persistente. O diagnóstico precoce e o rápido início do tratamento são fundamentais para a cura do câncer de cabeça e pescoço.


 

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